
As poucas horas em que Alcides Bernal, do PP, retornou ao comando da Prefeitura de Campo Grande deixaram novo rastro de destruição na administração do município. O cumprimento de uma decisão judicial de primeira instância sem os cuidados necessários fez com que, em menos de oito horas, a “equipe” do prefeito cassado desaparecesse com documentos e computadores, depredasse o paço municipal e ferisse servidores. O tumulto ainda gerou o cancelamento de pelo menos dez licitações. A cobertura completa está na edição de hoje (17) do jornal Correio do Estado.
Os principais danos ocorreram no Paço municipal - que abriga, por exemplo, o gabinete do prefeito e as secretarias de Desenvolvimento, Administração e Receita - e a Secretaria de Saúde.
“Foi horrível, eles (parceiros de Bernal) chegaram aos gritos, nos expulsaram da sala, ameaçaram nos prender, e um ainda me machucou”, contou Kele Regina de Souza Feijó, 31 anos, servidora de carreira do município. Ela teve o braço imobilizado e fez boletim de ocorrência por agressão.
Entre os servidores, a sensação de humilhação foi a mesma. Além de berros e gritos, todos foram revistados por guardas municipais - que deveriam manter a ordem na cidade - e ameaçados de prisão, se não saíssem do local.
Provas contra Bernal ''desaparecem''
Documentos que estavam sob análise e demonstravam o direcionamento de licitações de Alcides Bernal sumiram da Central de Compras da Prefeitura.
“Parte de processos da gestão passada, claramente direcionados, desapareceram”, comentou Veridiana Silva, chefe da Cecom.
Segundo ela, as licitações eram realizadas, mas não homologadas pelo prefeito cassado, e acabavam não publicadas em Diário Oficial. “Mas toda a contratação do serviço e o pagamento dos prestadores eram feitos”, explicou. A reportagem é de Vinícius Squinelo.