Com um táxi para cada grupo de 1,6 mil habitantes de Campo Grande e reclamações recorrentes da falta de veículos, sobretudo, no aeroporto, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) não tem nenhuma previsão de ampliar o número de alvarás, de acordo com reportagem na edição de hoje (22) do jornal Correio do Estado. Ou seja, a frota de táxi deve continuar a mesma nos próximos anos. Hoje, existem 490 táxis na Capital. A justificativa da Agetran para não ampliar a frota é que não existem reclamações no órgão sobre o serviço de táxi oferecido no município. No entanto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga o serviço e, inclusive, defende que a prefeitura realize licitação.
No Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde é frequente a espera de passageiros por táxis em horários de pico, a prefeitura anunciou uma obra orçada em R$ 200 mil, com a intenção de minimizar os problemas de espera. Mas a frota de 38 táxis não deve ser alterada, por enquanto.
Pelas contas do diretor-presidente da Agetran, Jean Saliba, os 490 táxis existentes em Campo Grande são suficientes para atender a população do município, que chega a 832,3 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A constatação dele é baseada, principalmente, no fato da agência não receber reclamações sobre falta de táxi na cidade. “Não temos reclamações sobre isso. Toda vida utilizei táxi. Ligo, e, em 10 minutos, está lá”, diz. A reportagem é de Patrícia Belarmino.