Os candidatos inscritos no concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que se sentiram lesados por não receberem as provas estão procurando o Ministério Público Federal (MPF). O órgão já investiga o sumiço das provas e continua recebendo denúncias de candidatos.
Um vídeo postado no Youtube mostra um coordenador conversando com candidatos no Colégio Dom Bosco. Segundo a autora, o vídeo também foi entregue ao MPF. Nas imagens, o coordenador pede para que os candidatos assinassem um termo afirmando que o malote com as provas não foi aberto, porém, ninguém assinou, pois conforme conversa no vídeo, o termo indicava que, quem assinasse, também teria participado do fechamento do malote.
No vídeo, o coordenador explica que a organização tentou pegar provas reservas de outros colégios para aplicarem no local, pois até o fechamento dos portões, elas ainda não haviam chegado. Ainda conforme o coordenados fala no vídeo, as provas chegaram depois de mais de uma hora de espera e não foi aplicada devido à confusão que estava instalada na sala.
O ministério vai oficiar tanto a PRF quanto a empresa que organizou o concurso, a Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab), de Niterói (RJ). Em nota, a organizadora informou que o concurso foi “um sucesso” em todo País e que “uma situação pontual ocorreu na cidade de Campo Grande, porém, não houve, em momento algum, quebra da lisura e nenhum vício que coloque o certame em risco”.