O governo do Sudão afirmou neste sábado (31) que Meriam Yahia Ibrahim, 27, condenada à morte por apostasia -renúncia a uma fé; no caso dela, o islamismo- será libertada em breve.
"As autoridades deste país estão trabalhando para libertar Meriam por meio de medidas legais", disse à agência Reuters o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores sudanês, Abdelah Al-Azrak. "Eu espero que ela seja libertada em breve", acrescentou.
Filha de um muçulmano, Ibrahim, que se converteu ao cristianismo, foi condenada por um tribunal de Cartum, a capital do Sudão, no dia 15 de maio. A sentença se baseou na lei islâmica vigente no país desde 1983, que pune as conversões com pena de morte.
O caso gerou comoção internacional e provocou pressão diplomática sobre o governo sudanês –países como o Reino Unido instaram o Sudão a cumprir obrigações internacionais no que diz respeito à liberdade de religião.
O advogado de Ibrahim, Mohaned Mostafa, disse que nem ele nem o marido de sua cliente, o cristão Daniel Wani, haviam sido notificados da libertação. "Mas esperamos que ela seja solta logo", afirmou Mostafa.
Na terça-feira (27), a sudanesa, que estava grávida ao ser sentenciada à morte, deu à luz uma menina na prisão.