A cheia no Rio Paraguai ocasiona mudanças na vida de 40 famílias que moram na comunidade de Porto da Manga, em Corumbá (MS). Reportagem do jornal Correio do Estado desta segunda-feira mostra as mudanças econômicas que a cheia proporciona na região.
“As crianças ficam sem aulas, os turistas não conseguem chegar de carro, as cargas das fazendas não chegam, não há trânsito de veículos e pessoas, os moradores ficam sem serviço e então a situação se complica”, relata Delson Xavier Castelo, pescador e administrador de uma mercearia. “O negócio é subir tudo e ir pra Corumbá. O prejuízo é certo e a gente paga pra trabalhar”, conta. Para ele, a estagnação (das águas e da economia local), deve durar dois meses.
A matéria de Fábio Pellegrini mostra a situação dos viventes da comunidade, que têm como subsistência atividades ligadas ao rio: pesca profissional, coleta e comércio de iscas vivas, prestação de serviços de guias de pesca e de ecoturismo, entre outros.
A maioria das casas estão em pontas de pequenos aterros, enquanto o restante constitui-se em palafitas. Muitos moradores aproveitam a cheia para visitar familiares em Corumbá, em especial as crianças. Os pais ficam cuidando das casas e de seus pequenos patrimônios, lutando para sobreviver, já que a ajuda financeira do poder público aos pescadores profissionais é apenas durante a piracema.