Com o lixão lacrado por decisão judicial, catadores de Campo Grande se dizem “receosos” em aceitar proposta de emprego, garantida pela Prefeitura de Campo Grande, para ganhar salário de R$ 1 mil, para limpar as ruas da cidade. O local foi interditado por decisão do juiz Amaury da Silva Kuklinski, da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
Conforme reportagem do jornal Correio do Estado, os catadores que estiveram no lixão ontem cobraram o cumprimento da decisão judicial. No mesmo documento que determinou o fechamento do lixão, o juiz Amaury Kuklinski determinou a abertura de uma nova área de transição para que os trabalhadores não fiquem sem ocupação. A prefeitura, porém, recorreu parcialmente da decisão, contestando essa obrigatoriedade de abrir a área.
“Só queremos ter onde trabalhar, e que a prefeitura nos dê uma opção, não tem como ficar parado”, afirmou Rudimar Soares, 30 anos, desde os 13 trabalhando do lixão, um dos representantes dos catadores.
O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), disse que enquanto a nova estrutura para atuação dos catadores não fica pronta, a empresa Solurb abrirá, imediatamente, 200 vagas para os trabalhadores atuarem com carteira assinada, com salário superior a R$ 1 mil. A matéria é assinada por Lúcia Morel.