A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou a abertura da CPI da Folia, que apuraria indícios de superfaturamento na Fundac (Fundação de Cultura), durante a gestão do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). O presidente da Comissão de Cultura do Legislativo, vereador Chiquinho Telles (PSD), foi surpreendido com a retirada de assinatura de dois colegas. A reportagem está na edição de hoje (04) do jornal Correio do Estado.
“Não esperava por isto”, comentou. “Os vereadores não podem acobertar a roubalheira na prefeitura. As provas apresentadas na audiência pública pela presidente da Fundação de Cultura, Juliana Zorzo, são contundentes”, afirmou Chiquinho.
O pedido de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito contava com número suficiente para a instauração, mas os vereadores Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) recuaram da decisão de apoiar a investigação. Para criar a CPI, eram necessárias dez assinaturas e havia onze. Com a retirada de duas, faltou um voto para efetivar a instauração da comissão parlamentar.
Para justificar, eles afirmaram que não é necessário aplicar o maior remédio do Legislativo, já que as irregularidades apuradas pela diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo, podem ser averiguadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE). A reportagem é da Tavane Ferraresi.