A manutenção do preço da tarifa do transporte coletivo em Campo Grande, anunciada anteontem pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), colocou a prefeitura em uma verdadeira “saia justa”. O problema é que o Executivo terá de levantar aproximadamente R$ 9,6 milhões para evitar reajuste, mesmo o fim parcial ou integral, das gratuidades oferecidas hoje nos ônibus que circulam pela cidade. A reportagem está na edição de hoje (07) do jornal Correio do Estado.
O montante milionário é, nas contas do próprio prefeito, o valor que a prefeitura precisa arrecadar para evitar o aumento anual da passagem, hoje em R$ 2,70. “Precisamos de R$ 800 mil por mês”, contabilizou Gilmar Olarte.
O esforço municipal deve segurar a tarifa congelada apenas mais este ano, e um novo aumento já é dado como certo em 2015. Por outro lado, o Executivo descarta qualquer possibilidade de acabar com a isenção do pagamento para idosos, estudantes e portadores de necessidades especiais.
Com as contas já apertadas neste ano, o Executivo estuda maneiras de levantar a verba e não afasta a possibilidade de “cobrar a fatura” dos governos estadual e federal. A reportagem é de Vinícius Squinelo.