Para Renê Siufi, advogado do médico Adalberto Siufi, ex-diretor do Hospital Alfredo Abrão, em Campo Grande, cujas contas bancárias e os bens foram indisponibilizados por supostas fraudes contra o Sistema Único de Saúde, o SUS, o Ministério Público teria induzido a Justiça Federal, que determinou as restrições, ao erro, conforme reportagem na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.
Renê Siufi discorda, principalmente, de duas acusações contra o médico: uma delas tem a ver com a compra de um terreno colado ao prédio onde funciona o hospital, na avenida Cândido Mariano, área central de Campo Grande.
Pelo imóvel, onde é hoje construído um hospital maior, a ex-direção pagou, em 2010, R$ 9,2 milhões. Já de acordo com a ação proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF), o terreno em questão custaria R$ 7,1 milhões, isto é, R$ 2,1 milhões a menos.
“A avaliação do imóvel foi acompanhada à época por um oficial de Justiça e a compra, chancelada pelo MPE e autorizada por um juiz. É por isso que digo que o MPE induziu a Justiça ao erro”, afirmou Renê Siufi. A reportagem é de Celso Bejarano.