A presidente Dilma Rousseff autorizou nesta quinta-feira (12) o comando da Aeronáutica abater aeronaves hostis durante o período da Copa do Mundo no Brasil. A medida vale entre os dias 12 de junho e 17 de julho -quatro dias depois do fim do Mundial. O decreto foi publicado na edição desta quinta-feira do "Diário Oficial da União" e, segundo a ordem, uma portaria, que deverá ser publicada num prazo máximo de dois dias, estabelecerá os procedimentos que deverão ser adotados pela Defesa caso haja ameaça no espaço aéreo.
A medida regulamenta a lei 7.656, de 1986, que estabelece diretrizes de detenção, interdição e apreensão de aeronaves que, entre outras ações, entrar no espaço aéreo sem comunicar as autoridades brasileiras, não pousar em aeroporto internacional e passar por averiguação.
O governo diz que são quase 13 mil militares e 77 aeronaves que atuam na segurança do espaço aéreo do país durante o evento.
Serão 170 mil agentes entre policiais, militares e segurança privada que participarão da vigilância do torneio. Desse total, 57 mil são integrantes das Forças Armadas. É o maior contingente de militares já designado para um evento no Brasil.