O proprietário da agência DMX Tours, do Rio de Janeiro, que está sendo acusado de vender ingressos para a Copa do Mundo e não entregar falou ao Portal Correio do Estado sobre o caso. Segundo Fábio Esperança Lemos Cajuhy, a empresa dele não vendeu ingressos para os jogos - a única entidade autorizada a vender ingressos para a Copa é a Fifa. “Nós vendemos o pacote, que inclui hotel, aéreo e transporte. Além disso, tinha o opcional de camarote e ticket”, explica.
Conforme Fábio, havia no contrato feito com as agências pelo Brasil (sendo três em Campo Grande) uma cláusula em que a DMX informaria, caso houvessem problemas com os tickets. “Nós enviamos uma notificação a todas as agências informando sobre essa fatalidade”, informa Fábio, que contesta as acusações de golpe e fraude. “Estou há nove anos no mercado. Essas empresas que estão me processando têm histórico de trabalho conosco em outros eventos e nunca tivemos problemas. Toda empresa está sujeita a ter problemas”, lamentou.
O proprietário diz que todos os clientes serão ressarcidos. “Vamos reembolsar, não importa se seja diretamente para a agência ou cliente. Temos documentos provando que foi tudo emitido. Vamos provar na Justiça a idoneidade da empresa e iniciar o procedimento de ressarcimento”. Fábio salienta ainda que "minha parte que é de ressarcir eu vou fazer, mas as agências também têm que ressarcir pela parte que elas receberam".
Por uma decisão da Justiça do Paraná, a DMX teve as contas bloqueadas. O mesmo ocorreu com uma agência de Campo Grande, que fez a representação da DMX para a venda dos ingressos.
A proprietária da agência Coelho e Netto LTDA, Livia Maymone Coelho Neto, informou ao Portal Correio do Estado que foi lesada pela agência DMX Tour, do Rio de Janeiro, ao fazer uma parceria para venda de ingressos para a Copa do Mundo. Os ingressos vendidos pela empresa em Mato Grosso do Sul não foram entregues aos clientes, pois segundo Lívia, a DMX informou que não poderia cumprir o compromisso.
Conforme a proprietária, já foi feito um boletim de ocorrência na polícia contra a DMX e um processo também já foi ingressado na Justiça. “Estamos indo ao Rio de Janeiro, sede da empresa DMX, para resolver o problema o quanto antes”.
Em depoimento à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações e Fazendários (Dedfaz), Livia disse que foram comprados em ingresso com a DMX um total de R$ 365 mil, o qual foi repassado em sua totalidade para a empresa. Ela afirma ainda que todas as negociações foram realizadas com Fábio Luis Lemos Cajuhy. Da última vez que entrou em contato com Fábio, ele teria dito que está tendo problemas com seu fornecedor.
“No ano passado, havíamos trabalhado com a DMX na Copa das Confederações e não houve problema quanto aos ingressos. Esta nova situação nos deixou surpresos e vamos garantir que a devolução de valores seja feita”, garantiu Lívia.