Passados 100 dias da administração do prefeito Gilmar Olarte (PP), Campo Grande ainda espera pelas grandes obras de infraestrutura e mobilidade prometidas pelo Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento. Os recursos, que somam R$ 493 milhões, já foram liberados, porém nenhuma obra teve início, de acordo com matéria publicada hoje (25) no jornal Correio do Estado. O prefeito assumiu a administração municipal no dia 13 de março, um dia após a sessão de julgamento que cassou o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal, também do PP. No último dia 23 de junho, se completaram 100 dias da atual administração, que conseguiu evoluir na liberação de recursos, mas ainda “trava” em iniciar as obras do PAC, as maiores prometidas nos últimos anos na cidade.
Comandando a cidade depois de pouco mais de três meses, Olarte fala em “melhorias”, e credita a demora do início das grandes obras à inércia que Campo Grande viveu sob a batuta de Bernal. “Se não tomássemos uma providência não íamos conseguir fazer nada. Não havia ação da gestão anterior”, disse ao comentar sobre a recente liberação de R$ 311 milhões do PAC Asfalto, mais R$ 180 milhões do PAC Mobilidade e mais R$ 107 milhões de outros projetos junto ao Ministério das Cidades.
Nenhuma das obras previstas com estes recursos começaram. A ordem de serviço para a pavimentação de quatro bairros - Mata do Jacinto, Atlântico Sul, Polonês e Belinatti - foram emitidas no dia 23, mas o serviço não começou. Quanto as obras em andamento na Capital, Olarte lembrou que dezenas estavam paralisadas e assim ficaram durante o ano de 2013, sendo destravadas apenas após março deste ano. “Fomos de uma a uma destravando e falta um pouquinho ainda”, disse, ao enfatizar que uma das razões desses travamentos, foi exatamente a “inoperância, a incompetência e a ingerência da antiga administração”. A reportagem é assinada pela jornalista Lucia Morel.