Foto: Antonio João
Próximo de Corumbá, o Pantanal continua muito cheio, também por c ausa das últimas chuvas
Após a cheia no Pantanal de Corumbá chegar ao pico no fim de maio e assim permanecer com pequena oscilação até a semana passada, conforme medidas da régua de Ladario, produtores rurais e comunidades ribeirinhas enfrentam agora nova situação, a demora na baixa das águas, segundo reportagem na edição de hoje (26) do jornal Correio do Estado.
O prolongamento do tempo de espera para vazão afeta sobretudo as regiões do Jacadigo e Nabileque, mais “coladas” ao Rio Paraguai e situadas no chamado Pantanal baixo. A expectativa é que as águas levem até 60 dias para baixar.
Esse cenário já era esperado pela Embrapa Pantanal, que faz o monitoramento das cheias na região, dado o grande volume de chuvas locais principalmente no mês passado, o que contribuiu para inundar a planície. Quando o nível do Rio Paraguai fica acima de 4 metros, lembra o pesquisador Carlos Padovani, começa a inundar, podendo alcançar casas de ribeirinhos e causar problemas para pecuaristas.
“Fizemos uma classificação pela régua de Ladário e na classificação de nível entre 5 metros e 5,5 metros, este é o tipo de cheia mais freqüente na região, que se repete em 29 anos do período pesquisado, representando 26% do total pesquisado. Mas as chuvas de maio magnificaram o efeito da cheia deste ano. De uma cheia média, podemos agora considerar a cheia no Pantanal de Corumbá como grande”, afirmou. A reportagem é de Daniella Arruda.