Uma viagem ao Rio de Janeiro é uma das provas do caso de corrupção pelo qual o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, é investigado.
A suspeita é que ele comprou a gráfica Ciccone utilizando um fundo de investimentos de fachada -o Old Fund-, ao mesmo tempo em que favoreceu a empresa dentro do governo. Isso teria acontecido entre 2009, e 2011, quando Boudou era ministro da Economia.
Ele sempre negou conhecer o diretor-executivo do Old Fund, Alejandro Vanderbroele.
No entanto, nesta quinta (26), a Justiça argentina confirmou que tem provas do departamento de migração de que Vanderbroele viajou ao Rio de Janeiro na companhia de duas pessoas ligadas a Boudou: seu amigo e sócio José María Núñez Carmona e um funcionário público da
Argentina que o vice indicou para trabalhar no Banco Mundial, Guido Forcieri.
As três passagens foram pagas pelo Old Fund.
A viagem aconteceu no dia 28 de abril de 2011. Na mesma data, Boudou teve um encontro com o então presidente da Casa da Moeda do Brasil, Luiz Felipe Denuchi, exonerado do cargo em 2012.
O fundo também pagou viagens ao irmão do vice, Juan Boudou.
O juiz que investiga o caso, Ariel Lijo, ainda está ouvindo testemunhas para decidir se inicia o processo contra Amado Boudou.