Problemas estruturais em uma ponte no distrito de Formosa e a precariedade da estrada vicinal que liga o distrito à região do Guassuzinho, em Dourados (MS), preocupam os produtores rurais. Com a proximidade da colheita do milho safrinha, os agricultores temem os problemas que a ponte e a má qualidade da estrada podem causar no escoamento da produção.
Segundo o líder local, Edison Flores, o problema enfrentado pelos produtores com a má qualidade da via é antiga e a estrada não recebe ações da Prefeitura há dois anos.
“Fomos atendidos pela administração do município pela última vez há dois anos. O serviço ficou bom, na época, mas como a estrada não possui cascalhamento, com o tempo os buracos foram aparecendo e isso fica pior ainda em dias chuvosos. Estrada ruim na zona rural é sinônimo de prejuízo para os produtores, que têm problemas com caminhões quebrados e pouca agilidade para escoar o grão, gerando perdas no final da colheita”, explicou Edison, que sempre está em contato com produtores da região.
Já os danos na ponte sobre o Córrego Laranja Lima atingem diretamente a comunidade de Vila Formosa. Como a ponte fica em um travessão que liga a BR-163 ao distrito de Formosa e a estrada de acesso à região do Guassuzinho, os caminhoneiros são obrigados a desviar por dentro do distrito.
“Esse é um problema ainda maior. Como os caminhoneiros ficam com medo desta ponte não suportar o peso dos veículos, eles têm que passar por dentro da vila. Em época de safra são centenas de caminhões, além das carretas das usinas durante todo o ano. Os produtores do Guassuzinho que entregam a produção em Douradina, Rio Brilhante, Maracaju, Itaporã e, até mesmo em Dourados, utilizam o travessão para não passar por dentro de Formosa. Isso é muito perigoso, temos uma escola por onde passam esses caminhões que funciona nos três períodos”, enfatizou Edison.
Em contato com a Prefeitura, a assessoria de comunicação informou que técnicos já foram deslocados para fazer uma avaliação da ponte, assim como a situação da estrada, para tomar as providências.
Mais demandas
Outra reivindicação feita pela comunidade de Vila Formosa é com relação à ambulância que ficava na unidade de saúde e que também atendia ao distrito de Macaúba. Segundo Edison Flores, que trabalha no posto de saúde, há três meses a viatura foi retirada dos distritos e outro carro está encaminhando os pacientes para Dourados.
“São dois distritos que ficam distantes de Dourados e que precisam de um veículo adequado para fazer o transporte dos pacientes à cidade”, salientou.
Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, a ambulância que estava em Vila Formosa ficava muito tempo parada enquando outros pontos do município estavam desassistidos. A Secretaria de Saúde realizou um estudo das ambulâncias que atendem os distritos e constatou que em 90% dos casos eram usadas para chamado de transporte sanitário (de pacientes que se deslocam para fazer exames ou consultas, por exemplo, e não estão em estado grave ou acamados).
Para atender à população, foram designados dois carros que ficam em Vila Vargas, disponíveis, exclusivamente, para realizar este tipo de transporte naquela região, que inclui Vila São Pedro, Macaúba e Vila Formosa. Além disso, no mesmo ponto, Vila Vargas, permanece uma ambulância, que fica em alerta para os atendimentos de urgência e emergência na região.