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Um ano e meio depois, Lei Seca já não intimida mais

Um ano e meio depois, Lei Seca já não intimida mais

Redação

07/07/2014 - 00h00
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Apesar de mais rigorosa, a nova lei seca que chegou impondo medo em dezembro de 2012, não amedronta mais os condutores embriagados em Campo Grande. Segundo alegam os condutores ouvidos pela reportagem, o principal motivo para o desrespeito à legislação é a falta de fiscalização nas ruas. As informações são do jornal Correio do Estado.

“Nunca cai numa blitz na cidade. E olha que eu ando bastante pelas baladas nos finais de semana”, afirmou o marceneiro de 26 anos, que não quis se identificar.

Com uma lata de cerveja na mão, ele admitiu que após a diversão voltaria normalmente como sempre faz para casa. Ou seja, conduzindo a sua moto mesmo tendo ingerido bebida alcoólica.

O vendedor J.B., 21 anos, admite saber que é errado dirigir sob efeito de álcool. Porém, argumenta que “acidentes podem acontecer a qualquer momento, independentemente de ingestão de bebida alcoólica ou não”.

Para a Comissão de Advogados Criminalistas da Ordem dos Advogados do Brasil em MS (OAB/MS), a Lei Seca foi um avanço na questão da segurança no trânsito, porém falta fiscalização para o seu cumprimento.

Fiscalização
O comandante do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Jonildo Theodoro de Oliveira, nega não haver fiscalização da Lei Seca em Campo Grande. Somente nos primeiros cinco meses do ano, 16 mil veículos foram abordados em blitze. O resultado: 119 condutores encaminhados para a delegacia por embriaguez ao volante.

A reportagem é de Rafael Bueno.

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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