Com o problema crônico de falta de leitos nos hospitais de Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde criou uma espécie de “ala vermelha” nas Unidades de Pronto Atendimento da cidade, segundo matéria publicada nesta segunda-feira (14) no jornal Correio do Estado. A área é destinada ao atendimento de casos de alta complexidade e, na teoria, não deveria existir nas UPAs, apenas nos grandes complexos hospitalares, como Santa Casa e Hospital Regional. “Estamos tendo que criar realmente a ala vermelha, mas apenas nas Unidades de Pronto Atendimento, não nas Unidades Básicas de Saúde”, confirmou Jamal Salem, secretário responsável pela Sesau. A ala, porém, também foi “aberta” nos Centros Regionais de Saúde.
Conforme Jamal, a criação das áreas acabou se tornando uma obrigação, já que os hospitais não estão com capacidade para atender toda a necessidade do município. Hoje, pelos cálculos da Sesau, o déficit chega a 800 leitos “convencionais” em Campo Grande, e outros 50 para leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Somente na sexta-feira passada (11), eram 30 pessoas esperando vagas hospitalares nas UPAs e também em Centro Regionais de Saúde, segundo dados da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. Porém, ainda conforme os dados, somente um caro era considerado de maior urgência. O problema é que as unidades municipais de saúde não contam com aparelhos necessários para casos de alta complexidade, como respiradores, o que prejudica o atendimento dos pacientes, e leva a risco de morte. A reportagem é de Vinicius Squinelo.