“A alegria é ver um paciente que ficou internado, aqui, voltando ao hospital bem. Às vezes, a gente nem reconhece a pessoa. Quando está aqui, está cheio de tubos, aparelhos”. A frase é do médico Daniel Juan Saves, que, há 12 anos, dedica 12 horas do seu dia ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa de Campo Grande. Primeiro CTI de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ele comemora, amanhã, 40 anos de funcionamento, conforme matéria publicada nesta terça-feira (15) pelo jornal Correio do Estado.
Quando as principais doenças que levavam pacientes ao CTI eram malária, leptospirose e ferimentos causados por armas, pacientes vinham do Pará em busca de atendimento em Mato Grosso do Sul, que, à época, era Mato Grosso, ainda. A Capital do Estado, Cuiabá, não tinha leitos de CTI.
Quarenta anos depois, as doenças que levam pacientes aos leitos intensivos mudaram, assim como as condições socioeconômicas da população. No setor em que a morte anda lado a lado com a vida, médicos alegram-se quando pacientes voltam ao hospital recuperados, às vezes, para agradecer pelo atendimento que tiveram. A reportagem é de Patrícia Belarmino.