A empresa norte-americana Saban, criadora da série de super-heróis "Power Rangers", procurou o estúdio independente brasileiro Behold, do game "Chroma Squad", para tentar um acordo de compartilhamento de royalties. A companhia acredita que o game de administração de um estúdio que grava seriados de heróis japoneses (chamados de "sentais") apresenta similaridades com os heróis fantasiados da TV, de acordo com mensagem enviada pela própria Behold aos apoiadores do jogo no site de financiamento coletivo Kickstarter.
"Os produtores e advogados da Saban, a empresa que detém os direitos de 'Power Rangers' no Ocidente, têm nos contatado há algum tempo. Eles jogaram nosso jogo e nos fizeram algumas perguntas sobre ele", diz a nota enviada aos apoiadores de "Chroma Squad". "Esta semana eles nos propuseram um acordo. Eles enxergam duas opções para esta negociação: a primeira é entrar na Justiça para evitar que nosso jogo seja lançado. A segunda opção seria eles entrarem no projeto e compartilhar os royalties. Ambos preferimos a segunda opção, considerando que seria doloroso ir à Justiça. Por conta disso, iniciamos uma negociação".
Apesar de sugerir um acordo, pela nota, a Behold acredita que "Chroma Squad" é inspirado em um universo muito maior do que de "Power Ranger", que é das equipes de super-heróis japoneses como "Changeman", "Flashman", "Kamen Rider", "Gundam", entre muitos outros. O estúdio acredita que as negociações terminarão bem.
Em "Chroma Squad", seu negócio é viver de "super sentai", aquelas séries de TV das décadas de 1980 e 1990 com monstros japoneses, robôs gigantes e jovens fantasiados. Como o dono de um estúdio do gênero, você precisa contratar atores para sua equipe, melhorar os cenários dos episódios e lutar para alavancar o que todo diretor de programa mais gosta: audiência.