Passados três meses da operação em que foi alvo de um mandado de busca e apreensão solicitado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), falou pela primeira vez da investigação sobre a investigação de suposta conspiração e compra de votos para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) – do qual era o vice. Olarte classificou tudo o que está andamento como “uma manobra para desestabilizar” o governo dele.
“Tivemos acesso a todo o processo, por meio do Tribunal de Justiça, lemos tudo, e não há menção sobre o meu nome ou acusações”, disse ontem o prefeito, durante assinatura de convênio para repasse de recursos à Santa Casa . “Isso é manobra para desestabilizar a gestão. Estou tranquilo”, completou Olarte.
O Ministério Público Estadual, órgão que tem controle sobre o Gaeco, grupo formado por promotores de Justiça e também policiais civis e militares, foi procurado ontem, mas o sigilo do inquérito, que tem Olarte como um dos alvos, limitou a resposta da instituição apenas ao andamento da investigação: no momento, as equipes do Gaeco esperam a resposta do Tribunal de Justiça, sobre os pedidos que fizeram no início deste mês. O teor destes pedidos não foi divulgado. A reportagem é de Eduardo Miranda e Vinícius Squinelo.