Reportagem na edição de hoje (30) do jornal Correio do Estado mostra que, além de realizarem declarações de bens que parecem vindas do mundo do “faz de conta”, alguns candidatos a cargos eletivos neste pleito têm limite de gastos com campanha eleitoral milionários. O caso da postulante a deputada federal e ex-secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) Tereza Cristina Corrêa da Costa (PSB), por exemplo, é um verdadeiro paradoxo. Enquanto ela alega à Justiça Eleitoral ter apenas R$ 10 mil em posses, seu teto para promover campanha é de R$ 10 milhões.
O mesmo ocorre com o também ex-secretário e deputado estadual Carlos Marun (PMDB). O antigo líder da pasta de Habitação no governo de André Puccinelli (PMDB) é declarante de apenas R$ 94 mil, por outro lado, quando o assunto são gastos com eleição, as cifras saltam para R$ 7 milhões, quase 80 vezes o valor do patrimônio do peemedebista, que também almeja uma vaga na Câmara dos deputados.
George Takimoto (PDT), que divide o título de “menos favorecido financeiramente” com Marun, tem R$ 89 mil e pode gastar R$ 2 milhões na saga pela reeleição. A vereadora Carla Stephanini (PMDB) atesta posse que soma R$ 312 mil; já como limite de gasto, o valor é bem mais expressivo: R$ 7 milhões.
Seu companheiro de parlamento, Coringa (PSD), portador de R$ 54 mil, pode investir até R$ 2 milhões para tentar se eleger deputado federal. A reportagem é de Jéssica Benitez.