Depois de protestos de moradores do Bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, a prefeitura decidiu adiar o início da construção de uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) no local. Isso porque, segundo os populares, o local da obra, que desde 2009 está no papel, não corresponde ao que ficou acordado com a população.
Segundo os moradores, além de a construção substituir uma praça, conquistada pela comunidade, o local não comportaria uma unidade de saúde. Já a área do projeto original, na rua dos Advogados, pouco acima do atual, seria de melhor aproveitamento e até melhor indicado.
A prefeitura informou que o caminho agora, primeiramente, é contactar o Ministério da Saúde para verificar se o recurso destinado para a obra não tenha comprometimento, e até perda do repasse a Capital. Após isso, estudar e reunir em 10 dias, a comunidade de todos os sete bairros que seriam contemplados, para ver um possível novo espaço.
O secretário adjunto da Sesau, Gilmar Trevizan, diz que não sabia desse descontentamento da comunidade. “Agora que essa vontade foi exposta, iremos procurar alternativas, sem que percamos o recurso para a obra”, explica.
Para a obra, o Ministério da Saúde garantiu R$ 266 mil e a Prefeitura a contrapartida de R$ 670 mil, contabilizando R$936 mil. A UBSF irá atender cerca de sete mil pessoas mensalmente, moradoras do Arnaldo Estevão de Figueiredo e bairros vizinhos.
A assinatura da Ordem de serviço, que foi adiada até uma nova decisão, estava marcada para as 15h de hoje (15), no local onde seria a UBSF. Dentro dos próximos dez dias, uma nova reunião será agendada com representantes das comunidades envolvidas e técnicos da prefeitura, para uma decisão embasada no aval do Ministério da Saúde.