O grupo jihadista Estado Islâmico declarou inocente um homem que executou na semana passada após acusa-lo de cometer um atentado com carro-bomba contra seus combatentes, e ofereceu 25 mil euros (cerca de R$ 76 mil) de indenização à família.
Segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos nesta sexta-feira (15), os extremistas decapitaram dois homens, a quem culparam de atacar com um carro-bomba um posto de controle do Estado Islâmico na cidade de Al Mayadin, província de Deir ez-Zor, na Síria, e penduraram suas cabeças em uma praça.
O ataque, que aconteceu em 13 de julho, causou a morte de nove pessoas, entre elas cinco combatentes estrangeiros do EI.
Após constatar seu erro, a organização jihadista ofereceu uma "diyya" (indenização aos herdeiros da vítima) de cinco milhões de libras sírias, mas os familiares do executado se recusaram a aceitá-la.
O grupo radical controla grande parte de Deir ez Zor. A organização extremista sunita proclamou no final de junho um califado em parte do Iraque e da Síria.