A expectativa dos comerciantes do Mercado Municipal Antônio Valente, para obras que vão interligar a Feira Indígena com o mercado, é grande. Aprovado na quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores, o projeto que envolve o trecho inicial da Rua 7 de Setembro até a travessa José Bacha tem custo previsto de R$ 1,160 milhão, dos quais R$ 1,085 milhão são federais, conforme dados da prefeitura, autora da lei.
O diretor-adjunto do Mercadão, Marcelo Kinoshita, afirma que a obra prevista vai proporcionar mais conforto aos clientes, com a criação de uma praça de alimentação. “Hoje, quem vem aqui tem que comer pastel em pé, porque não tem onde se sentar”. Essa intervenção também vai permitir, conforme Kinoshita, “moralizar a Praça das índias ali. Está bem abandonada e é muita sujeira”.
Além de tudo isso, a obra ainda deve melhorar a segurança no trânsito, já que também haverá o reordenamento viário, que vai impedir a passagem de veículos pelo trecho. “É um perigo atravessar aquela 7 ali”. Marcelo ainda comentou que outro projeto é fechar a entrada do estacionamento do mercado pela 15 de Novembro e abrir pela Via Morena, em frente ao Colégio Oswaldo Cruz.
As vendas também devem aumentar, pelo menos essa é a esperança da comerciante Suzana Cáceres, 41 anos. Há nove anos no Mercadão, ela afirma que as reformas já realizadas ajudaram muito nas vendas e no acesso da população. Mas o calçadão vai ajudar mais ainda. “Com essas reformas que já foram feitas, aumentaram uns 50% as vendas. Com essa melhoria, acredito que vai pra uns 90%, até 100%”.
A reportagem de Lúcia Morel está publicada na edição de hoje do jornal Correio do Estado.