À primeira vista, a lei de obrigatoriedade na instalação de microchips em cães e gatos agradou aos donos de animais e também a Maria Lúcia Metello, presidente-fundadora da organização não governamental Abrigo dos Bichos e do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
“Acredito que irá diminuir a incidência de animais abandonados, já que eles serão identificados”, acredita Maria Lúcia. Por outro lado, ela se mostra preocupada.
As ONGs serão isentas de pagamentos desde que os animais estejam adotados a mais de 90 dias. “Ou seja, temos que adotar o quanto antes. As ONGs resgatam os animais e terão que pagar”, avalia. “Se eu pegar na rua, tenho que arrumar novos lares. Sabe-se lá se as pessoas vão adotar e depois abandonar. A lei ficaria inócua”, cobra Maria Lúcia.
O aposentado Otávio José da Silva, 70 anos, tem como hábito levar a vira-lata Serena todos os fins de tarde no Parque do Sóter. Ele diz que gostou da novidade. “É válida, será um controle para encontrar os animais”. De acordo com a lei, as clínicas veterinárias, pet shops e casas agropecuárias devem providenciar o leitor dos microchips em até 60 dias. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 720 e pode chegar a R$ 1.080, em caso de reincidência.
