O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) começou na semana passada os serviços para a recuperação do lago do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na barragem que fica antes do lago, e também enfrenta o acúmulo de areia trazida pelos córregos da região. Segundo o diretor-presidente do Imasul, Carlos Alberto Negreiros Said Menezes, a previsão é de que tudo fique pronto no prazo de 90 dias. Os serviços não param por aí, também haverá intervenção no córrego Joaquim Português, que junto com o Desbarrancado formam o Córrego Prosa, dentro da reserva ambiental no Parque dos Poderes.
“A água que correrá para o Parque das Nações Indígenas não terá mais tantos sedimentos, será uma água mais limpa”, explicou Carlos Alberto. Mas para isso, será preciso a intervenção por parte do município, no Córrego Desbarrancado, que também deságua no Prosa. O diretor do Imasul amenizou a questão do assoreamento do lago principal, do Parques das Nações Indígenas. Segundo ele, é normal o acúmulo da areia, uma vez que o lago tem a função, justamente, de conter as enchentes na região do Shopping Campo Grande. “Na verdade, este lago é para a contenção de sedimentos de outros córregos e, principalmente, para a contenção de picos de cheias na região”, afirmou Carlos Alberto.
A retirada da areia na barragem ao lado do lago principal está sendo feita com ajuda de caminhões basculantes, uma retroescavadeira e uma draga - máquina para retirar areia e lodo do fundo dos rios. É tanto sedimento que a cada hora quatro caminhões deixam o parque carregados com a areia retirada do fundo da barragem. A estudante Natasha Straus aprovou o início dos serviços. “Isso tem que ser feito sempre, para preservar o meio ambiente”.
Para ela, a limpeza do local é fundamental, pois o lago é um cartão-postal para turistas que visitam a cidade. Ela aproveitou para cobrar mais atenção do poder público nas questões ambientais. “Não só com o lago e o parque, mas para todas as questões que envolvem o meio ambiente em Campo Grande”, completou. A reportagem de Rafael Bueno está na edição desta segunda-feira (25) do jornal Correio do Estado.