Cidades

DESDE O FUNDADOR

Desde o fundador, segue o sonho de melhorar a saúde

José Antônio Pereira foi o primeiro a cuidar dos pacientes na Capital, que hoje conta com três grandes hospitais, mas não suporta demanda

Redação

26/08/2014 - 17h30

Há 115 anos, chegava a Campo Grande o primeiro médico que o antigo Arraial de Santo Antônio conheceu: José Antônio Pereira. Os registros históricos indicam que o fundador da capital sul-mato-grossense foi o primeiro a cuidar da saúde dos doentes por meio de “rezas” e “garrafadas”. Posteriormente, com a chegada de novos habitantes, a vila ficou sob os cuidados de Joaquim Vieira de Almeida, que montou a primeira farmácia e cujos dois filhos se tornaram cardiologistas.
De lá para cá, os cuidados e o atendimento de saúde mudaram bastante.

A cidade cresceu, mas apenas 23 anos depois de sua fundação é que começou a funcionar o Hospital Militar, primeiro do município, em 1922. Já em 1928, entrou em operação a unidade hospitalar que, ainda hoje, é referência no atendimento da população: a Santa Casa, mantida pela Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG). Na época, Campo Grande não tinha mais de 8 mil habitantes. Hoje, com quase 800 mil moradores, a realidade é outra. Três grandes hospitais públicos – que não dão conta da demanda de pacientes – atendem a população. Vale enfatizar que, depois da Santa Casa, o segundo hospital fundado, que dava suporte à população de baixa renda, começou com as suas atividades apenas em 1939, atendendo as gestantes da cidade e de outros locais: a Maternidade Cândido Mariano. No segmento saúde pública, a Capital foi beneficiada apenas em 1971, com a criação do Hospital Universitário.

Cirurgião geral e emergencista, o médico Mauro Luiz de Britto Ribeiro usou sua experiência de 30 anos como profissional da saúde em Campo Grande para comentar a evolução desta área na cidade. Para ele, no entanto, o grande divisor de águas foi a Constituição Federal de 1988, que criou o Sistema Único de Saúde (SUS), o qual, desde então, disponibiliza atendimento de saúde gratuito a todo e qualquer brasileiro. É porque, antes disso, ou a população pagava para ser atendida, ou se tratava como indigente. “Dentro desse quadro, Campo Grande tem uma posição privilegiada quanto ao SUS”, afirmou, explicando que a cobertura de assistência pública, com postos de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais, apesar de não ser “ideal”, está além de muitas outras cidades e estados, levando-se em conta que a demanda de pacientes não se restringe à Capital, mas a outros municípios de MS e também de outros estados, além de Paraguai e Bolívia.

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