O pai da auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar Santiago, internada desde o dia 16, após ser atingida com uma forte cotovelada no rosto, em São Roque (SP), disse em entrevista ao G1 nesta terça-feira (26) que a filha apresenta melhoras, mas o sofrimento maior é durante a noite. “Ela precisa ser amarrada na cama para passar a noite, porque se debate por causa das fortes dores de cabeça”, diz.
A auxiliar de produção teve traumatismo craniano após ter sido agredida pelo comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 35 anos, na madrugada de 16 de agosto. Anderson está preso desde o dia 19 e vai responder portentativa de homicídio qualificado, já que a vítima não teve chance de defesa. De acordo Eduardo Cézar, irmão da vítima, Fernanda e Anderson são conhecidos e se encontraram ocasionalmente na festa realizada por uma casa noturna naquele fim de semana. Ele alega que os dois não tinham uma relação próxima.
O pai de Fernanda ressalta que ela está se recuperando aos poucos. “É muito bom ver que ela melhora, conseguimos até conversar um pouco, mas as dores de cabeça não passam nem com remédio. Alguém tem que passar a noite com ela. Está sendo muito difícil, mas minha filha está melhorando”, complementa.
Segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado nesta terça, Fernanda, de 30 anos, permanece internada em estado estável na enfermaria neurológica do hospital, sem previsão de alta. Ela está consciente, mas passa grande parte do tempo dormindo, em virtude da medicação que está tomando, segundo o pai. A auxiliar de produção é mãe de um menino, que não teve sua idade ou nome divulgados. Segundo a família, o menino não viu a mãe depois da agressão. “Não queremos que ele veja a mãe nestas condições. Estamos preservando ele”, afirma Geraldo.