O vídeo que mostra a briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta Graciele tirou o sono do coveiro do Cemitério Municipal de Santa Maria, onde menino de 11 anos foi sepultado ao lado da mãe. Os gritos de socorro do garoto não saem da cabeça de João Fernando Fontana, que já trabalha há 28 anos abrindo covas no local.
"O que fizeram com ele não tem explicação. Foi uma barbaridade. Eu não consigo dormir desde que vi esse vídeo da briga. Fui eu que enterrei o Bernardo, isso me deixou muito chocado", afirma ao G1 o coveiro.
O menino de 11 anos foi encontrado morto, enterrado em uma cova na cidade de Frederico Westphalen, em abril deste ano. Quatro pessoas estão presas por participação no crime, entre elas o pai, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini. Na sexta-feira, dois novos vídeos que mostram brigas entre pai e filho foram divulgados.
Aos 64 anos, João Fernando diz que foi o caso mais cruel que já enfrentou na função. "Olha, das tantas covas que já fiz, nunca senti tanto uma morte de quem eu nem conhecia", relata. "Essas pessoas que fizeram isso têm de pagar até o fim da vida", completa.