O tratamento do câncer de 600 pacientes de Mato Grosso do Sul corre o risco de ser afetado pela falta de repasse de dinheiro público. O número representa os pacientes que são atendidos no setor de oncologia, que vai fechar as portas, e que serão transferidos para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, que não tem, hoje, condições financeiras de bancar toda a assistência necessária.
A oncologia da Santa Casa de Campo Grande vai deixar de receber pacientes após os casos de mortes no tratamento no setor, investigados inclusive pela Polícia Civil. Em encontro mês passado, as autoridades municipais de saúde optaram por transferir o público atendido para o Hospital de Câncer.
Porém, até o momento, nem a Prefeitura de Campo Grande nem o governo do Estado garantiram o repasse financeiro necessário para manter o atendimento. Sem a Santa Casa, o Hospital de Câncer deve receber, pelo menos, 600 pacientes nos próximos seis meses, sem contar os que são atendidos na radioterapia, já que metade deles é encaminhada para empresas privadas.
A reportagem, de Vinícius Squinelo, está na edição de hoje (02)
do jornal Correio do Estado.