Dois anos após a morte do filho Leonardo Batista Fernandes, assim como do amigo dele, o também estudante Breno Silvestrini de Araújo, vítimas de latrocínio para o roubo de um veículo que seria trocado por entorpecente, Ângela Fernandes, uma das fundadoras da Associação Mães da Fronteira, cobra ações urgentes contra a falta de segurança nas fronteiras, portas de entrada das drogas vindas da Bolívia e do Paraguai.
A reclamação é de que ações de traficantes e contrabandistas que poderiam ser barradas ainda nas faixas de fronteira acabam entrando facilmente no País, via Mato Grosso do Sul, exatamente em decorrência da falta de uma presença efetiva da polícia, especialmente da Polícia Federal.
Vítimas de traficantes, Breno Silvestrini e Leonardo Fernandes foram abordados pelos criminosos na saída de um bar na Capital. Os bandidos queriam roubar uma Pajero ocupada pelas vítimas e negociá-la com traficantes bolivianos.
Depois de sequestrados, os estudantes foram levados para uma área entre as saídas de Aquidauana e Rochedo, na região do Indubrasil, colocados de joelho e executados a tiros. Três criminosos seguiram rumo a Corumbá na Pajero, com a intenção de chegar à Bolívia, onde o veículo seria trocado por cocaína.
A reportagem, de Thiago Gomes, está na edição de hoje (30) do jornal Correio do Estado.