Apesar dos congestionamentos nos horários de pico na Avenida Duque de Caxias, a via é considerada a mais rápida de Campo Grande pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). O entroncamento com a praça é o ponto mais conturbado, pois recebe o movimento de quatro vias de grande movimentação: Afonso Pena, Duque de Caxias, Tiradentes e Tamandaré.
O entroncamento é ponto de acesso a diversos bairros e os motoristas reclamam que “já passou da hora” de substituir a atual sinalização por semáforos. Outra proposta defendida por quem tem de passar pelo local todos os dias é o aumento de uma pista, já que ao chegar no contorno da praça, há estreitamento da via, o que estrangula o fluxo de veículos e colabora para os congestionamentos.
O diretor-presidente da Agetran, Jean Saliba, avalia que a abertura da avenida Lúdio Coelho Martins foi o principal fator para aumentar o fluxo de veículos e, com isso, é inevitável surgirem os pontos de congestionamentos. Ele afirma que de imediato ainda não existem projetos para a avenida e que a solução a curto prazo depende do motorista, optando por vias alternativas. Saliba afirma que a via já é “a mais rápida de Campo Grande, com o padrão de 50 km/h” e esse limite de velocidade não pode ser expandido porque inviabilizaria o cruzamento das ruas que dão acesso aos bairros.
Sobre o entrocamento com a Afonso Pena, o secretário afirma que está no planejamento da Agetran trocar os sinais de pares por semáforos, mas não existe previsão para a alteração. “Depende do repasse de verba do PAC para modernizarmos os semáforos da região central. Só então, vamos pegar os antigos e restaurar, destinando um para o local”, explica.
A reportagem de Paula Vitorino está publicada na edição desta quinta-feira (04) do jornal Correio do Estado.