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Presidente do Senado 'repudia' denúncia de ex-diretor da Petrobras

Presidente do Senado <br>'repudia' denúncia de <br>ex-diretor da Petrobras

Redação

07/09/2014 - 13h15

Citado como um dos políticos supostamente envolvidos em um esquema de corrupção na Petrobras, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou uma nota neste sábado (6) em que "nega e repudia" o que chamou de "especulações" do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A revelação dos nomes faz parte de um acordo de delação premiada que Costa fechou no dia 22 de agosto com os procuradores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que querem saber como os contratos da Petrobras eram superfaturados e como o valor a mais retornava para os políticos.

Delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena.

Na nota, assinada pela assessoria do senador, Renan diz que as relações com "todos os diretores da estatal nunca passaram os limites institucionais".

O senador ainda cobra a apuração da "veracidade" do depoimento de Costa e questiona se ele, de fato, merece ter sua pena reduzida em troca das informações apresentadas.

"É dever do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público apurar a veracidade das declarações do ex-servidor a fim de esclarecer se o mesmo merecerá ou não o benefício da delação premiada", disse, em nota. "A delação premiada, quando usada para encobrir ou ocultar eventuais beneficiários, deve redundar em um agravamento de pena daquele que tentou manipular os rumos da apuração", completou.

Renan ainda destacou que "sequer conhece" o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos operadores do esquema.

"Quanto as menções ao doleiro, o senador reitera que sequer o conhece ou dele ouvir falar antes dos fatos ser tornarem públicos", informou.

No documento obtido pela "Veja", Paulo Roberto Costa cita pelo menos 25 deputados federais, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam tirado proveito de parte do dinheiro desviado dos cofres da Petrobras.
Contudo, papéis obtidos pela Folha mostram que a lista de políticos tem no total 12 senadores e 49 deputados federais. O jornal não teve acesso ao documento que cita os nomes dos parlamentares.

Entre os envolvidos estão o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Jucá (PMDB-RR) e os deputados Cândido Vaccarezza (SP), João Pizzolatti (PP-SC) e o ex-ministro Mário Negromonte (PP).

Entre os governadores, o ex-diretor cita o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto no dia 13 de agosto em um acidente aéreo em Santos (SP).

Vaccari Neto, Roseana Sarney, Lobão, Ciro Nogueira e Henrique Alves também negaram as declarações do ex-diretor da estatal. Negromonte e Pizzolatti não responderam, destaca a "Veja". Já o PSB também saiu em defesa de Eduardo Campos.

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