Em assembleia geral extraordinária realizada nesta segunda-feira em Lisboa, a Portugal Telecom aprovou os novos termos da fusão com a brasileira Oi.
A proposta reduz a participação da PT na Oi, dos 37% originais, para 25,6%. Com os novos termos, a holding da PT assume integralmente a dívida com a Rio Forte, empresa do Grupo Espírito Santo, tomou um empréstimo de 897 milhões de euros junto a PT, mas não pagou.
Os novos termos foram aprovados por 98,25% do capital presente, em uma assembleia que durou cinco horas. Os acionistas da Oi, que detêm 10% da PT, foram impedidos de votar por conflito de interesses.
A necessidade de definição da nova participação da Portugal Telecom na Oi aconteceu depois que veio a público que o empréstimo feito à Rioforte.
Na assembleia, o conselho de administração da PT definiu o prazo de seis anos para que a PT tente reaver os recursos emprestados à Rioforte. Quando isso acontecer, a PT pode voltar a aumentar sua participação na Oi.
Com a definição da nova participação da PT na Oi, a operação precisa agora ser aprovada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).