O MPF (Ministério Público Federal) pediu o bloqueio de bens do ex-bilionário Eike Batista e de seus familiares. Com isso, seus filhos e sua companheira podem perder duas mansões e um apartamento, que juntos custam no mercado cerca de R$ 25 milhões.
Em depoimento à polícia, Eike confirmou que doou, recentemente, ao seu filho Thor uma casa — no valor aproximado de mercado de R$ 10 milhões — ao lado de onde mora no Rio de Janeiro (RJ); sua casa em Angra dos Reis (RJ) — de cerca de R$ 10 milhões — aos filhos Thor e Olin; e um imóvel em Ipanema, na zona sul do Rio — de cerca de R$ 5 milhões — para sua mulher Flávia Sampaio.
Eike disse ainda que iria fazer os ajustes dessas doações, já que havia diferença entre os bens concedidos para Thor e Olin e que ainda tem um filho de um ano de idade, Balder, que não recebeu nenhum bem até agora.
Além desses bens imóveis, o MPF pediu o bloqueio de bens móveis, valores monetários e em espécie até alcançar asoma de R$ 1,5 bilhão por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra o mercado de capitais.
Segundo o procurador da República, Orlando Monteiro Espíndola da Cunha, a materialidade e os indícios são suficientes para comprovar a “autoria delitiva”. E a manobra de doar bens para os seus familiares foi feita para “afastar seus bens de futura medida constritiva, em contexto caracterizador da tentativa de furtar-se aos efeitos cíveis de eventual condenação”.
Não há fundamento para pedir o bloqueio de bens, diz advogado de Eike
Na ação penal, o MPF afirma que houve má-fé e fraude na divulgação de contrato que jamais seria cumprido, “uma vez que muito antes de sua divulgação, Eike já sabia que os campos de exploração Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia não ensejavam a prospecção anunciada e que justificava os altos preços das ações”.