Prestes a ser retomada, a revitalização da região do centro de Campo Grande só estará 100% completa por volta de 2030, conforme a previsão da própria administração municipal. As obras devem começar já no próximo ano, mas englobam apenas a Rua 14 de Julho. Todas as outras ruas do quadrilátero central da cidade ainda dependem de projeto executivo.
O Reviva Centro se arrasta desde 2010. De lá para cá, apenas os comerciantes investiram em mudanças, para trocar as fachadas das lojas e empreendimentos da região. Até agora, o poder público nada fez para “mudar a cara” do centro, como prevê a lei que regulamenta as ações.
“Apesar de ser uma lei só, ao todo são 96 planos de ações para o centro”, revelou Marcos Cristaldo, diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb). Segundo ele, um grupo de trabalho avalia, neste momento, possíveis alterações no projeto, para adaptá-lo após anos de atraso.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura de Campo Grande busca empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para bancar a obra. “A carta consulta já foi aprovada”, afirma Cristaldo. Só a revitalização da Rua 14 de Julho deve custar em torno de R$ 127 milhões, ou pelo menos é esse o valor que a administração tenta viabilizar com a instituição financeira.
“O Reviva Centro é um projeto complexo e feito em um cronograma de 20 anos”, resumiu Cristaldo, confirmando que a revitalização da região só estará completamente pronta daqui a 16 anos.
A reportagem de Vinicius Squinelo está publicada na edição deste domingo do jornal Correio do Estado.