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IBGE admite 'erros graves' na Pnad e diz que desigualdade caiu

IBGE admite 'erros graves' na Pnad e diz que desigualdade caiu

Redação

19/09/2014 - 18h52
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corrigiu nesta sexta-feira (19) dados que constavam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios referente a 2013, divulgada na última quinta (18). A presidente do instituto, Wasmália Bivar, pediu desculpas por erros "extremamente graves" durante entrevista coletiva no Rio.

O equívoco afetou diversos índices divulgados, como analfabetismo e o índice de Gini, que calcula o nível de desigualdade no país. O valor desse índice varia de zero (a perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima).

Segundo o IBGE, a desigualdade de renda proveniente do trabalho diminuiu em vez de aumentar, como primeiramente constava na pesquisa divulgada. Na quinta foi informado que o índice foi de 0,496 (em 2012) para 0,498 (em 2013). Mas o número correto, segundo o IBGE, é de 0,495.

O índice de analfabetismo caiu de 8,7%, em 2012, para 8,5% em 2013 - e não 8,3% como primeiramente informado.

O diretor de Pesquisas do IBGE, Roberto Olinto, disse que não houve interferência política.

"Não há o menor indício de pressão. Nós encaramos o fato como um acidente estritamente técnico e que será investigado. O processo do trabalho será investigado. O IBGE está extremamente abalado por isso, mas identificado o erro, ele é assumido", afirmou.

A presidente do IBGE disse que o instituto "errou e nós pedimos desculpas pelos transtornos. Estamos aqui abatidos com esse erro. Vamos fazer o máximo possível para esclarecer".

Segundo Olinto, a greve recente de funcionários do instituto não atrapalhou o processo. Em abril, o instituto decidiu suspender até janeiro de 2015 a divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), lançada para substituir a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), através de uma metodologia mais abrangente. No entanto, voltou atrás em maio.

À época, por causa da suspensão da divulgação, a então diretora de Pesquisa do IBGE, Marcia Quintslr, pediu exoneração do cargo. Ela comandava uma das 4 diretorias do IBGE, que em conjunto com 3 coordenadores compõem o conselho diretor do instituto, e discordou da suspensão. Técnicos do instituto também protestaram contra a suspensão, e propuseram entrar em greve.

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