Uma ação do Conselho Tutelar, realizada na última sexta-feira (19), resultou no fechamento de duas casas de shows (Madri Fest e Na Beira) de Três Lagoas. Após denúncias de que os locais eram frequentados por menores de idade conselheiros acionaram o Ministério Público e a Polícia Militar para realizar as abordagens. O tumulto causado pelos frequentadores de um dos estabelecimentos foi contido por balas de borrachas, disparadas pelos PM’s que alegaram suspeitar de que havia pessoas armadas no local.
De acordo com Davis Martinelli, coordenador do Conselho Tutelar, a casa de shows, Na Beira, não tinha alvará e foi lacrado. “O proprietário terá 20 dias para regularizar a situação, enquanto isso ele não poderá reabrir. Se isso acontecer ele poderá ser preso em flagrante”, explicou.
Na Madri Fest o dono apresentou toda documentação necessária para o funcionamento, porém, os conselheiros abordaram 11 adolescentes, que consumiam bebidas e cigarros livremente. Um deles, inclusive, foi flagrado vendendo bebidas alcoólicas. “Além de encontrarmos menores na casa, ela não oferecia segurança aos que a frequentava, o que nos motivou a cassar a licença”, destacou.
O proprietário do Madri Fest foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) pelo fato de ter permitido a entrada de adolescentes e poderá responder criminalmente.
Os menores de idades foram levados a sede do Conselho Tutelar, de onde só saíram acompanhados dos pais ou responsáveis legais. A mãe de uma menina de 13 anos acabou sendo encaminhada à Depac quando foi buscar a filha, pois estava embriagada e não tinha condições de acompanhar a jovem. “Ela poderá responder criminalmente por abandono de incapaz e os demais pais foram notificados e poderão responder também em casos de reincidência”, enfatizou.
Segundo Davis, esse tipo de ação será intensificada no município pelo fato de ter aumentado o número de denúncias de menores que frequentam lugares impróprios para a idade – uma média de 5 por semana, sendo a maioria do mesmo local. Há dois anos, essas ações eram mais frequentes e em algumas delas foi necessário um ônibus para levar todos os adolescentes que foram encontrados em estabelecimentos considerados proibidos para eles. “Naquela época conseguimos reduzir esse tipo de infração, mas hoje ela vem ganhando força novamente, por isso, continuaremos trabalhando para tentar impedir que esses locais aceitem menores de idade”, completou.