Doença que já mantém as autoridades de saúde do Estado em alerta, a febre Chikungunya só será diagnosticada se a dengue - doença prima dela, que tem o mesmo vetor de contaminação - tiver resultado negativo no paciente que tem o sintoma das duas. Inicialmente, as amostras para detectar a febre que está chegando ao Brasil, serão enviadas para o laboratório Evandro Chagas (IEC), em Belém (PA), referência para diagnosticar a doença.
Conforme diretora de vigilância em saúde do Estado, Bernadete Lewandowski, só serão encaminhados para o laboratório no Pará, os casos que o médico do paciente com suspeita da doença, considerar necessário.
Para Bernadete, o fato de os sintomas, e as formas de contaminação serem muito semelhantes às da dengue, ajuda no trabalho de prevenção, que é o mesmo: higiene e limpeza dos terrenos e vias públicas. “Os agentes de saúde estão intensificando os trabalhos de vistorias das casas para evitar que haja foco do mosquito, ou seja, água parada”, afirmou.
Com relação a não ter como fazer o exame no Estado, ela explica que este impasse deve ser resolvido na próxima semana. “Estamos buscando capacitação e preparo para lidar com a doença e até a próxima semana o nosso laboratório deve estar preparado para este tipo de exame. “Também temos uma pessoa que foi até o Ministério de Saúde para se informar dos cuidados e de como está o alastramento da doença, para saber se o risco para nós aumentou, trazendo números exatos para a nossa região. Mesmo com nenhum caso registrado em nosso Estado, por sermos uma região com grandes trabalhos para combater a dengue, já elaboramos um plano de contingência”, conta Bernadete.
Mesmo com todo este planejamento, a diretora enfatizou que 32 municípios tem uma chance maior de contágio, entre esses estão oito cidades da região norte onde transitam os dois mosquitos vetores da doença, aedes aegypti e aedes albopictus. São elas: Alcinópolis, Bandeirantes, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Rio Negro, Rio Verde e São Gabriel do Oeste, além de outros 24 municípios do estado.
