A cada duas horas, uma pessoa é assaltada em Campo Grande, segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul. Do começo do ano até anteontem ocorreram 3.653 crimes dessa natureza, representando média de 13 casos por dia. O número é 47% maior que no mesmo período do ano passado, quando houve 2.473 roubos.
Não de agora, o delegado Fabiano Nagata, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), atribui o aumento a ações de usuários de drogas. Segundo ele, cada vez mais dependentes químicos, muitos sem passagem anterior pela polícia, se envolvem no crime a troco de qualquer valor para sustentar o vício.
Os assaltos são praticados, geralmente, em via pública e comércios, com alguns episódios de invasão de residências. “Não são grandes quadrilhas agindo pela cidade. O aumento se deve aos assaltos que vêm ocorrendo em vias públicas. Pessoas são surpreendidas em pontos de ônibus, atravessando calçadas, em saídas de escolas e pequenos estabelecimentos comerciais. Os autores são usuários que têm como foco celulares, mas também levam quantias em dinheiro”, citou. Segundo o delegado, celulares que custam R$ 1 mil são vendidos por até R$ 200 ou diretamente trocados por entorpecentes.
A orientação da polícia é que a população fique atenta para não facilitar aos criminosos. “As pessoas devem evitar andar digitando no celular. Procurar não passar por local escuro sozinha, se não tiver outro jeito ficar em alerta”, sinalizou Nagata.
A reportagem, de Thiago Gomes, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.