Três dias após o estupro coletivo praticado por sete jovens indígenas, contra uma menina de nove anos, da mesma etnia, a polícia continua sem apresentar uma solução para o caso. Anteontem, outros quatro envolvidos prestaram depoimento, mas por não ter havido situação de flagrante foram liberados. Apesar de a polícia falar em sete envolvidos, testemunhas teriam dito que havia pelo menos 15 pessoas no local do crime.
Fábio de Souza Irala, 23 anos, e Junior Alves Duarte, 19, um deles primo da vítima, foram presos, e um adolescente, de 14 anos, apreendido em flagrante, horas após a criança ter sido encontrada pela mãe, nua e com hemorragia na região da genitália, em uma casa abandonada, na aldeia Bororó, zona rural do município de Dourados. Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário da cidade, submetida à cirurgia e segue internada, segundo a polícia.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Rozeli Dolor Galego, anteontem, três menores e um maior, que teriam participado da violência sexual prestaram depoimentos e foram liberados. Ela não se pronunciou se pretende entrar com pedido de prisão e apreensão. Fábio e Junior indicaram que o crime fora cometido por outras cinco pessoas. O número exato de envolvidos ainda não foi esclarecido pela polícia. Os abusadores passaram cinco horas se revezando no ato sexual. Enquanto um a segurava, outro cometia o estupro.
A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje (11) do jornal Correio do Estado.