O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção Pesada do MS está em fase de investigação e análise dos trechos em obra de pavimentação da BR-163, e já se tem dois locais específicos com denúncias de trabalho escravo.
Os casos foram levados ao Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT/MS), um em Três Lagoas e outro em Rio Brilhante. Toda essa questão ficou em evidência após o caso dos dez haitianos que denunciaram uma das sub empreiteiras que atuam no trecho de São Gabriel do Oeste e Bandeirantes, cujo alegaram ter ficado sem receber o salário, estarem dormindo no chão e terem ficado alguns dias sem alimentação.
Segundo o presidente do sindicato, Valter Vieira dos Santos, ele constatou os fatos realmente e acompanhou a vinda dos trabalhadores para Campo Grande. “Fomos até lá e confirmamos os problemas por eles relatados. O caso é bem complicado, pois após eles reclamaram da situação foram dispensados do trabalho sem nenhum suporte. Agora vamos esperar a audiência marcada para o dia 16 e ver qual será a providência tomada”, disse.
Eles tiveram uma audiência no último dia 8 de outubro, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Campo Grande, trabalhadores haitianos contratados para as obras de pavimentação da BR-163. Os haitianos prestavam serviço, desde o dia 8 de setembro, para a empresa Aparecida Farias Cançado-ME, contratada pela FBS Construção Civil e Pavimentação, mas foram dispensados sem pagamento dos salários e das verbas rescisórias por reclamarem das condições de trabalho.
Do grupo de 10 estrangeiros, oito estiveram no MPT, trazidos a Campo Grande para denunciar o caso. Os trabalhadores haitianos foram ouvidos pelo procurador do trabalho, Cícero Rufino Pereira, e relataram as condições. Segundo os trabalhadores, a alimentação era precária e o ambiente insalubre. Os 10 trabalhadores dormiam em colchões pequenos e sem camas.