Mesmo sem aprovação do Conselho Municipal de Saúde, a prefeitura de Campo Grande inaugurou, neste domingo (12), a primeira etapa do Centro Municipal Pediátrico, abrigado no prédio do Sírio Libanês, na Avenida Afonso Pena. “Não ter sido aprovado pelo conselho não vai atrapalhar em nada”, declarou o secretário municipal de Saúde, Jamal Salém, durante o evento nesta manhã. O prefeito da Capital, Gilmar Olarte, e a primeira dama, Andreia Olarte, estiveram presentes e cortaram o laço para simbolizar a inauguração do hospital.
Conforme reportagem do Jornal Correio do Estado, publicada no dia 2 de outubro, com a não aprovação do projeto por parte do conselho, a estrutura pode ficar sem verbas estadual e federal. A lei que rege os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) estabelece que para que os serviços de saúde sejam beneficiados com recursos, a entidade deve aprovar os projetos.
O motivo da não aprovação seria divergências na remuneração que a rede municipal oferecerá aos profissionais do hospital, mas o secretário não detalhou sobre o impasse, limitando-se a dizer que “não existe briga com o pessoal do conselho”.
Jamal sinalizou que haverá mudanças na gestão da saúde na Capital. "Este hospital é apenas o piloto para reformular saúde de Campo Grande", declarou.
O hospital iniciou, ontem, os atendimentos, realizando consultas em 40 crianças. A unidade funcionará 24 horas e contará com 24 médicos que trabalharão em plantões com turnos de 24 horas.
Neste primeiro mês, o Centro Pediátrico realizará apenas consultas e exames e, somente daqui 30 dias, começarão as internações, conforme previsão da prefeitura.
A inauguração foi marcada para este domingo por ser uma data emblemática, o Dia das Crianças. A prefeitura organizou uma festa, com direito pipoca, doces e até da Galinha Pintadinha, porém, não haviam pacientes no local.