A negociação salarial dos 5,5 mil professores concursados pela rede de ensino municipal de Campo Grande continua sem definição. Ontem haveria audiência, cuja expectativa da categoria era de resolver o impasse, mas o prefeito Gilmar Olarte não compareceu. Depois de dar uma hora de “chá de cadeira” em representantes da comissão do Sindicato Campo-Grandense dos Professores da Educação Pública (ACP), ele avisou, por telefone, que não compareceria e não apresentou justificativas. Para não irritar os sindicalistas por ter faltado ao compromisso, Olarte “sinalizou” dar o reajuste de 8,46% à vista, e não “parcelado”, como vinha defendendo. Nova audiência foi marcada para o próximo dia 14.
Esta seria a sexta rodada de tentativas do sindicato para integralizar o piso dos educadores da Capital com o salário nacional. O reajuste reivindicado é de 8,46%, que alteraria o pagamento atual de R$ 1.564,97 para R$ 1.697,37, conforme o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves. O reajuste, aprovado em lei federal, mas não garantido pelo município, deveria ter entrado na folha de pagamento dos trabalhadores neste mês.
A discussão já havia sido adiada em outras ocasiões e mesmo diante da falta de resposta do poder público o sindicato ainda não fala em greve. “Esperamos que ele cumpra a lei. Decisão sobre greve será tomada em último caso, pois quem perde com isso além dos professores, é a sociedade. Queremos negociar”, enfatizou o sindicalista.
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A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje (12) do jornal Correio do Estado