A Prefeitura de Campo Grande só poderá cumprir a lei 5.189/2013, que integraliza o salário dos professores municipais em dezembro deste ano. Antes disso, segundo o secretário adjunto de finanças, Ivan Jorge Cordeiro de Souza, não será possível conceder o reajuste de 8,46%. “Existe a possibilidade real de pagar esse aumento, desde que haja entrada dos recursos que estamos negociando. Porém, esses recursos terão êxito somente em dezembro”, afirmou.
O secretário enfatizou que diante das negociações que estão sendo feitas em São Paulo, o valor esperado de recursos será suficiente para “satisfazer as necessidades” da prefeitura até o fim do ano, entre elas, o pagamento da integralização dos professores. Nesse sentido, a expectativa da administração municipal é de que haja entendimento com a categoria, entre hoje e amanhã, sem a necessidade de greve. Ivan não informou em que instituição e de que modo busca recursos, mas negou se tratar de empréstimo.
Em assembleia na tarde de terça-feira (14), os profissionais da educação da capital decidiram paralisar as aulas nas escolas municipais, caso o aumento não seja concedido. A greve começará dia 3 de novembro. A prefeitura prometeu se reunir com a categoria entre hoje e amanhã para dar uma definição quanto ao pagamento do piso. A espera pela greve até o dia 3 do próximo mês ocorre porque seria a data limite para que os professores fossem beneficiados com um eventual aumento, ainda na folha de novembro.
Segundo Ivan Jorge, existe boa vontade do prefeito Gilmar Olarte (PP) em conceder o aumento e cumprir a lei, mas faltam recursos. Ele deu o exemplo de que em março, logo que assumiu a prefeitura, já começou a negociar reajuste previsto em lei de 18,33%. Esse aumento foi concedido, mesmo diante das dificuldades financeiras, “para mostrar a boa vontade, mesmo sabendo que poderia atravessar dificuldades no fim do ano”. Ele disse que no começo da gestão de Olarte, a orientação de secretaria foi de que o aumento de 18,33% fosse postergado, mas o prefeito não aceitou.
A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado.