Cidades

REBELIÃO

Presas impediram socorro à colega, informa Agência Penitenciária

Presas impediram socorro à colega, informa Agência Penitenciária

Redação

21/10/2014 - 17h26

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) divulgou nota nesta terça-feira (21) sobre a morte da detenta Leda Barbosa Loredo, 38 anos, ocorrida na madrugada de domingo e que resultou em rebelião das demais internas do presídio Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande.

De acordo com o documento, Leda - que estava no presídio desde 2012 - apresentou dores abdominais, sendo encaminhada por cinco vezes ao atendimento médicona rede pública de saúde, tendo ficado internada de sábado até domingo (19), quando foi liberada.

No domingo, de acordo ainda com a nota, mais uma vez a interna retornou ao atendimento médico do Posto de Saúde Coronel Antonino, após queixar-se novamente de fortes dores abdominais, sendo atendida, medicada e dispensada.

"Porém na madrugada tornou a reclamar dores,  quando foi providenciada a escolta da Polícia Militar. Quando a PM chegou a Unidade Prisional, a segurança do Presídio tentou retirar a presa, outras detentas avançaram contra os servidores impedindo o atendimento médico, e ao mesmo tempo, quebrando os cadeados de outras celas, liberando todas as internas", afirma a nota.

De acordo com o documento, “mesmo com o tumulto os agentes da Agepen conseguiram se desvencilhar das agressões e saírem do ambiente, que foi controlado com o acionamento de um portão de segurança que impediu uma fuga em massa e destruições ainda maiores. A Agepen informa que as presas ficaram no ambiente de convivência, ou seja, pavilhões, a partir de onde conseguiram acessar a cozinha, refeitório e alojamento dos servidores, bem como a sala do oficial de dia, onde praticaram atos de vandalismo, causando danos ao patrimônio público”.

A Polícia Militar foi, então, acionada e compareceu ao local e conteve a rebelião. Sendo em seguida todas as celas e presas vistoriadas, para segurança das próprias internas e dos servidores. Durante as buscas foram localizadas duas facas, subtraídas da cozinha e capturada uma presa que evadiu da unidade no momento do tumulto. Que a UTI Móvel do Corpo de Bombeiros esteve no local e prestou os primeiros socorros a interna doente, que foi em seguida encaminhada ao Posto de Saúde, onde veio a óbito. Que a Agepen ainda não foi informada pela polícia ou IMOL (Instituto Médico e de Odontologia Legal), sobre a causa da morte da presa.

Depois da rebelião foram registrados boletins de ocorrência contra as internas que deram causa ao tumulto, de dano ao patrimônio público, bem como boletim de ocorrência de morte a esclarecer, para apurar as causas e circunstâncias da morte da presa. Que a perícia e o delegado Alexandre Amaral Evangelista, da 2ª Delegacia da Polícia Civil estiveram no local.

Doze presas foram transferidas para outras unidades femininas. 

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