O Ministério Público Estadual entrou na Justiça com cinco ações cobrando o ressarcimento de R$ 150 mil e a extinção da Fundação Cândito Rondon, ligada à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Segundo os processos, representantes da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento das Ciências Sociais aplicadas na UFMS, nome oficial da entidade, usavam a instituição para conseguir, mesmo que de forma indireta, lucros, o que é proibido por Lei.
“Uma fundação tem que ser uma entidade filantrópica, não pode visar o lucro, direta ou indiretamente”, explicou a promotora de Justiça Paula da Silva Santos Volpe, autora dos cinco processos, já impetrados no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Ao todo, são cinco processos judiciais, quatro deles por improbidade administrativa, pedindo a devolução do dinheiro pago às empresas terceirizadas e também o bloqueio de bem dos envolvidos. Um quinto processo pede a extinção da entidade.
Em quatro processos são citados Ido Luiz Michels , presidente da Cândido Randon; Sônia Sueli Luna Ribeiro, secretária executiva; Jordana Duenha Rodriguesm do Conselho Superior da entidade, Luiz Carlos de Mesquita, Rosemar José Birck e Jesus Eurico Miranda Regina e Adriane Grande Loureiro todos do Conselho Fiscal.
A reportagem, de Vinícius Squinelo, está na edição de hoje (22) do jornal Correio do Estado.