Cidades

OPERAÇÃO

Governo tenta minimizar risco criado pela própria Dilma para setor elétrico

Documento fixa em 5% a chance máxima de ocorrer falhas no abastecimento

Redação

07/11/2014 - 22h00
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 A operação montada pelo governo para minimizar o atual risco de desabastecimento de energia para 2015 contraria uma resolução assinada pela própria presidente Dilma Rousseff em 2004, enquanto ministra de Minas e Energia.

O documento fixa em 5% a chance máxima de ocorrer falhas no abastecimento da população.
"O risco de insuficiência da oferta de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional não poderá exceder a 5% em cada um dos subsistemas que o compõem".

À época, Dilma era presidente do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), responsável pela criação e publicação da norma.

Além do percentual, o texto define os critérios gerais para expansão e planejamento do setor.
Nesta quarta-feira (5), pela primeira vez no ano, o índice alcançou o patamar máximo tolerado para as regiões Sudeste/Centro-Oeste, onde estão as principais bacias e reservatórios das usinas hidrelétricas.

Em tom tranquilizador, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta quinta que "não há risco nenhum de deficit" e que a "tolerância de 5% não é igual ao IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação]".

Já o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, comentou que, "se der 5,2% ou 6% de risco, isso não significa que haverá racionamento, porque racionamento se faz em função da previsão de que não virá a água que você precisa".

A resolução assinada pela presidente Dilma diz ainda que cabe ao próprio CNPE reavaliar o índice a cada cinco anos ou diante da "ocorrência de fatos relevantes" e propor "se necessário" a revisão do percentual estabelecido.

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