O presidente da Câmara Municipal, Mário César, informou na manhã desta terça-feira (11) que, por orientação do Executivo Municipal, foi retirado da pauta o projeto de lei 7866/2014, que parcelava em duas vezes o reajuste de 8,46% aos professores da Rede Municipal de Ensino.
Cerca de mil professores, segundo estimativa do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), lotaram a Câmara para protestar contra a proposta de parcelamento do reajuste que integraliza o piso da categoria, em greve na Rede Pública Municipal desde a última quinta-feira (6). Os docentes foram até o local vestidos de preto, alguns deles com nariz de palhaço e segurando cartazes.
Artistas da Capital também engrossaram a manifestação contra manobra, segundo eles, do prefeito Gilmar Olarte, que transferiu R$ 5 milhões destinados à Cultura para a secretaria de Obras. Com a mudança, alegam, 150 projetos de cultura, que seriam financiados pelo Fundo Municipal de Cultura não mais serão analisados e executados este ano. O setor ainda sofre com a falta de pagamento de cachês de artistas locais pela prefeitura, desde março. "Quem está perdendo é o povo campo-grandense, que deixa de assistir peças de teatro, shows musicais e outras ações. E a política de cultura, que deixa de ser executada na Capital", alertou o vice-presidente Fórum Municipal de Cultura, Ângelo Arruda.