Uma fábrica clandestina de cosméticos foi fechada ontem (12) à noite, por policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra Relações de Consumo (Decon). Duas pessoas foram presas em flagrante e mais podem ser presas hoje, com a continuação das diligências. A fábrica, que produzia produtos como shampoos, cremes, sabonetes e, ainda, material para alisamento definitivo de cabelos – as escovas progressivas –, funcionava em uma casa, na Rua Trevo do Mato, Bairro Carandá Bosque, um dos mais nobres de Campo Grande. Os produtos eram vendidos em todo o País.
Os agentes da Decon flagraram Éder Lúcio Garcia Paes e mais um funcionário, cujo nome ainda não foi fornecido pela polícia, preparando os cosméticos na varanda da casa. Conforme o delegado Gomides Ferreira dos Santos Neto, da Decon, Éder e seu funcionário foram autuados em flagrante no crime de “falsificar, corromper, adulterar ou alterar produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais”, cuja pena varia de 10 a 15 anos de prisão e multa.
Éder é proprietário da Ecoplus, fábrica de cosméticos, esta sim, formalizada, que funciona no Bairro Coronel Antonino. Lá são produzidos produtos como água oxigenada, shampoos e outros tipos de tratamentos capilares.
O trabalho de investigação dos policiais da Decon levou aproximadamente um mês e surgiu após denúncia anônima de concorrentes. Os policiais monitoraram o proprietário da empresa durante todo este período e flagraram o trânsito dos produtos, que eram manipulados sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ação policial na casa localizada no Bairro Carandá Bosque despertou a curiosidade de moradores da região. Enquanto os policiais levavam centenas de tonéis com o material apreendido (que lotou duas vans), uma moradora do bairro que passava em seu carro constatou. “Então era por isso que esta casa tinha um cheiro forte de shampoo”, disse.